TIRA DÚVIDAS
Tudo sobre CTe, o Conhecimento de Transporte Eletrônico

O que é CTe?

CTe é a sigla para Conhecimento de Transporte Eletrônico. Trata-se de um documento que é emitido e armazenado digitalmente, assim como a NFe (Nota Fiscal Eletrônica).

Qual a finalidade do CTe?

A principal finalidade do CTe (Conhecimento de Transporte Eletrônico) é documentar a prestação do serviço de transporte de cargas perante o fisco. Esse transporte pode ser feita por qualquer modal: rodoviário, aéreo, ferroviário, aquaviário ou dutoviário.

O CTe é válido em todos os estados brasileiros e mais o Distrito Federal. 

Quais documentos o CTe substitui?

A utilização do CTe permite a substituição de diversos documentos fiscais que antes eram impressos. Veja quais documentos o CTe substitui:

  • CTRC – Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (modelo 8);
  • Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas (modelo 9);
  • Conhecimento Aéreo (modelo 10);
  • Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas (modelo 11);
  • Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário de Cargas (modelo 27);
  • Nota Fiscal de Serviço de Transporte (modelo 7), quando utilizada em transporte de cargas.

Desde quando o CTe existe? Quando se tornou obrigatório?

O CTe (Conhecimento de Transporte eletrônico) foi criado no ano de 2007 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) em conjunto com a Secretaria da Receita Federal do Brasil.

Mas, foi dado um prazo de 10 anos para que as empresas se adequassem ao novo documento. Veja como foi esse calendário:

  • Em 1º de dezembro de 2012, o CTe passou a ser obrigatório para alguns contribuintes selecionados do modal rodoviário e todos os contribuintes dos modais dutoviário e ferroviário;
  • Em 1º de março de 2013, a emissão de CTe se tornou obrigatória para os contribuintes do modal aquaviário;
  • Na data de 1º de agosto de 2013, o CTe passou a ser obrigatório para os contribuintes do modal rodoviário não optantes do Simples Nacional;
  • O CTe se tornou obrigatório em 1º de dezembro de 2013, para os contribuintes do modal rodoviário optantes pelo regime do Simples Nacional;
  • Em 1º de fevereiro de 2013, para os contribuintes do modal aéreo;
  • Já em 3 de novembro de 2014, para todos os contribuintes do Transporte Multimodal de Cargas;
  • À partir de 2 de outubro de 2017,  o CT-e OS (modelo 67) torna-se obrigatório.

Como ocorre a validação de CTe?

O CTe recebe validade jurídica através da assinatura digital do emitente. 

Por isso, é preciso ter um Certificado Digital para emiti-lo. 

A recepção dos dados do CTe emitido é feita por meio online e a sua autorização de uso é controlada pelo Fisco (SEFAZ).

 

Como emitir CTe? Posso usar um emissor de CTe gratuito?

Hoje em dia não é mais possível usar um emissor gratuito.

Isso acontece porque, em janeiro de 2017, a SEFAZ encerrou seu programa de emissão gratuito de CTe, tendo em vista que na época, mais de 96% das empresas já emitiam seus CTe’s (Conhecimentos de Transporte Eletrônico) utilizando emissores próprios.

Assim, o emissor gratuito não recebeu mais as atualizações necessárias para continuar operando conforme as novas regras que foram surgindo. Por isso, se tornou obsoleto e não funciona mais hoje em dia. Iss significa que você não consegue mais autorizar um CTe junto à SEFAZ utilizando o emissor gratuito.

Hoje em dia, para emitir CTe você precisa de um sistema próprio pra isso, como o SimplesCTe, por exemplo.

Confira mais conteúdos sobre CTe e MDFe: